Fundação Hospital Adriano Jorge e Sociedade Brasileira do Sono realizam 2ª Jornada da Medicina do Sono

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Médicos alertam para uso exagerado do celular e de remédios para dormir

 

Com o objetivo de chamar atenção sobre os impactos de sono ruim na saúde das pessoas, a Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Sociedade Brasileira do Sono – Regional Amazonas, realizaram a 2ª Jornada da Medicina do Sono. O evento ocorreu nesta sexta-feira (17/03) e contou com o apoio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O encontro reuniu profissionais da saúde para discutir as medidas de tratamento e prevenção de doenças relacionadas aos distúrbios do sono. Doenças relacionadas ao sono, como apneia, representam riscos de hipertensão, diabetes, arritmias cardíacas, depressão e ansiedade.

O diretor de assistência médica da FHAJ, médico Roberto Daibes Naiff Junior, enfatiza a importância da integração das diversas áreas da saúde no debate sobre as doenças relacionadas à má qualidade do sono.

“Esse evento é em parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde, Fundação Hospital Adriano Jorge e UEA. O sono é um componente fundamental da fisiologia e da saúde do ser humano. O sono é uma espécie de descanso do organismo em que ele vai ter a oportunidade de reconstruir células, tecidos. O sono também é importante na produção de hormônios e para a memória. Nas pessoas que possuem distúrbio do sono, observamos ansiedade, depressão e doenças cardiovasculares. Então, nesse evento, nós estamos aqui reunidos para discutir novas estratégias para trabalhar a questão dos distúrbios do sono nos nossos pacientes” disse.

O presidente da Sociedade Brasileira do Sono – Regional Amazonas, neurologista e professor da UEA, médico Carlos Maurício, destacou a importância da conscientização das pessoas para o tema e fez um alerta sobre o uso indiscriminado de remédios para dormir.

“O uso e excessivo de indutores de sono aumentam os riscos de suicídio, depressão e dependência. Então, é necessário que se procure um médico especialista em sono”.

Ainda, de acordo com ele, um dos principais fatores que prejudicam o sono é o uso do celular antes de dormir.

“Um estudo recente da USP (Universidade de São Paulo) feito por formulário online identificou que 65% da população brasileira dorme mal. Um dos aspectos fundamentais é ter hábitos saudáveis. E um hábito não saudável é o excesso de luminosidade no momento de dormir. O excesso de exposição à tela acaba prorrogando a fase do sono”, afirmou o médico.

 

Pesquisa

A FHAJ mantém o Centro Observatório de Doenças Otorrinolaringológicas do Amazonas. O projeto tem a finalidade de ampliar a plataforma de pesquisa em otorrinolaringologia com ênfase nas principais doenças laringológicas, otológicas e cirurgias sobre a via aérea superior na apneia do sono, dentro do programa de pós-graduação e residência médica da FHAJ, com a vigência de 36 meses.

FOTOS: Daniel Jordano/ Asscom FHAJ

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Redação
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