Fundação Alfredo da Matta debate aspectos clínicos e sociais da queda de cabelo causada por Alopecia Areata  

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Discussão reúne profissionais de Saúde e pacientes em torno de tratamentos atualizados da doença

A abordagem multiprofissional da queda de cabelo causada em decorrência da Alopecia Areata foi o tema do 3º encontro do Grupo de Apoio a Pacientes com a doença na Fundação Alfredo da Matta, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). O encontro, realizado na manhã desta quinta-feira (28/09), reuniu profissionais de Saúde e pacientes que falaram desta doença inflamatória que afeta o couro cabeludo causando a perda dos cabelos da cabeça e, em alguns casos, das demais partes do corpo.

A médica dermatologista da Fuham, Danielle Westphal, lembra que o mês de setembro foi dedicado à conscientização sobre a Alopecia Areata e que o tratamento está diretamente ligado à análise específica de cada caso. “O que a gente vê é que, muitas vezes, as pessoas acabam perdendo tempo e dinheiro. Porque quanto mais tempo a gente leva para fazer o diagnóstico correto, mais tempo vai demorar para começarmos o tratamento correto. E tempo é cabelo”, afirma a dermatologista.

Impactos pessoais e empatia

A chefe de cozinha Marissandra Gomes (40), descobriu a doença no fim do ano passado. Teve queda total dos cabelos, com a doença atingindo até as sobrancelhas. Quase dez meses depois, usa uma prótese de cabelos pretos combinando com seus traços de cabocla manaura. Paciente da Fundação Alfredo da Matta, ela se declara mais feliz depois que os cabelos voltaram a crescer e as sobrancelhas foram recompostas. Ela diz que os impactos pessoais da doença foram muito fortes.

“No início, eu chorava muito, não conseguia dormir, não me alimentava. As pessoas perguntavam se eu estava com câncer, se eu estava com HIV e eu fiquei em pânico porque eu fiz vários exames e não dava em nada. Agora, é que começou a nascer (o cabelo) de novo”, afirmou a paciente.

A enfermeira Ana Cláudia Chaves também tem alopecia areata. Ela ressalta um aspecto que é imprescindível para a eficácia do tratamento. Geralmente, uma pessoa acometida pela doença está com algum problema pessoal, o que ajuda a piorar ou mesmo ocasionar, como uma espécie de gatilho, o início da queda do cabelo.

A enfermeira diz que a empatia de todos em relação ao paciente é essencial, desde a família até os profissionais de Saúde que o atendem. “No meu caso, quando eu estava na consulta, o (médico) residente e os outros profissionais foram super amorosos. Isso é super importante”, disse Ana Cláudia.

Principais sintomas

A dermatologista Danielle Westphal alerta que alguns sinais devem acender o sinal de alerta ao paciente, seja homem ou mulher. “Toda vez que (o paciente) estiver sentindo aumento da queda de cabelo, diminuição do volume capilar, os fios estão afinando, presença de áreas com falhas no couro cabeludo ou no corpo, são sinais que alguma coisa de errada está acontecendo e é preciso passar pelo médico especialista, o dermatologista”, afirma Danielle.

O nome alopecia é usado para definir qualquer tipo de queda de cabelo. Mas causas e sintomas podem ser variados. Por isso, a necessidade de uma análise clínica feita por profissionais especializados.

Atendimento

A Fuham conta com o Ambulatório de Tricologia, que disponibiliza à população acompanhamento especializado aos pacientes com problemas capilares, como a alopecia. O atendimento com a equipe multidisciplinar é realizado todas as segundas-feiras, no turno matutino.

Os pacientes são encaminhados via Sistema Nacional de Regulação (Sisreg). Após a triagem, a equipe do ambulatório verifica as necessidades de cada paciente e o direcionamento para o diagnóstico e a linha de tratamento para cada distúrbio capilar.

FOTOS: Arnoldo Santos (Asscom Fuham)

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Redação
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