Em reunião com senador Plínio Valério, lideranças indígenas de São Gabriel da Cachoeira denunciam que estão sendo usados por ONGs, criticam interferências e manipulações e pedem a saída do ISA da região

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Em uma reunião virtual, nesta terça-feira (18), com lideranças indígenas do município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro, o senador Plínio Valério (PSDB-AM), presidente da CPI das ONGs, ouviu denúncias e reclamações dos indígenas locais. Eles relataram estar cansados de interferências, manipulações e ações indevidas de Organizações Não-Governamentais (ONGs) na região, que é uma das mais ricas e cobiçadas do país. As falas dos participantes da reunião corroboraram com as manifestações dos depoentes de comunidades indígenas que compareceram à Comissão Parlamentar de Inquérito em curso no Senado Federal, presidida pelo senador amazonense. “Somos escravos dessas organizações e queremos ir para frente”, disse um dos participantes.

Os indígenas também criticaram a presença e as ações do Instituto Socioambiental (ISA) na região, pedindo a saída dessa organização. “Somos escravos dessas organizações e queremos avançar”, disse um dos participantes. Domingos Brandão enfatizou a necessidade de o senador fiscalizar a situação, especialmente em relação ao ISA, que, segundo ele, está presente na região para explorar suas riquezas. Jesus dos Santos afirmou que projetos de ONGs não são concretizados e pediu que a CPI que investigasse a realidade local in loco. “Eu gostaria mesmo que a CPI viesse para o município. Tem muita coisa errada aqui, senador. Nossos amigos, nossos parentes não estão mais aguentando, é preciso que o senhor, como presidente da CPI das ONGs faça algo”, disse.

As lideranças indígenas apoiaram a CPI por se dedicar à causa indígena. Alberto Castro Isaías afirmou que a Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) e as ONGs, por meio de seus projetos, têm prejudicado a comunidade. “[…] através desses projetos vem nos consumindo, nos afundando cada dia com seus projetos inacabáveis em nosso nome, eles vêm nos usando, coletando assinaturas e nós ficamos aguardando as posições de melhorias, de sustentabilidade para nossas famílias, nossos filhos e netos. Esses projetos nunca foram realizados para o bem estar social da comunidade do nosso distrito rio acima, rio abaixo e afluentes”, lamentou.

Um dos participantes denunciou a realização de um projeto de pesca esportiva no município como uma manobra para encobrir o contrabando de minérios. Ele ressaltou que a CPI das ONGs está tendo impacto nas comunidades e em todos aqueles que desejam se libertar desses problemas, considerando o senador como a esperança dessas pessoas.

O senador, por sua vez, expressou compreensão em relação à revolta manifestada, mencionando sua experiência como caboclo da beira do rio e sua indignação com aqueles que enriquecem em nome das comunidades, enquanto as exploram. Ele reiterou seu compromisso de lutar até o fim, afirmando que seu mandato está a serviço dessas comunidades e que os depoimentos reforçam a importância de continuar nessa luta.

“Eu entendo essa revolta perfeitamente, sou caboclo da beira de rio e acostumado com esse pessoal embrenhado na mata e nos roubando. Eu fico indignado. São pessoas que enriquecem em nome das comunidades. Mas eu não vou desistir. É um compromisso que faço comigo mesmo e vou lutar até o fim. O meu mandato está a serviço de vocês e esses depoimentos dizem que eu devo continuar nessa luta”, afirmou o senador e presidente da CPI.

🔹Assessoria de Imprensa do senador Plínio Valério (PSDB-AM)🔹

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Redação
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