Senador Omar condena nova nota das Forças Armadas sobre atos antidemocráticos

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Parlamentar cobrou a responsabilização pelos atos que pedem intervenção militar

Após nota oficial do Exército, Marinha e Aeronáutica publicada hoje que não condena os atos antidemocráticos que pedem intervenção militar, o senador Omar Aziz (PSD-AM) criticou a conivência das Forças Armadas. Em entrevista na manhã desta sexta-feira, 11/11, o parlamentar ressaltou que a quebra de hierarquia dentro do Exército e da Polícia Militar é responsável pelo caos que se instaurou com a ocupação dos quartéis pelos manifestantes nas últimas semanas.

O senador do Amazonas afirmou categoricamente que quaisquer atos com pessoas que clamam por intervenção militar não podem ser classificados como democráticos e não deveriam ser permitidos. “Participei ativamente do processo de redemocratização do nosso País e não podemos fingir que agora não está acontecendo nada”, salientou.

Omar criticou ainda a maneira que a política entrou nos quartéis, problema que ele afirma ser não só das Forças Armadas, mas também das polícias Militar, Rodoviária Federal e de membros da Polícia Federal. “O papel principal das forças armadas é defender as fronteiras, mas não defende. O narcotráfico e qualquer pessoa entra no Brasil e não há ação nenhuma do Comando Militar da Amazônia (CMA). Em frente ao CMA estão há uma semana. Isso é balbúrdia, essas pessoas precisam ser punidas por pedirem intervenção. Isso é inconstitucional, é crime e aqueles que aceitam isso estão sendo coniventes”, completou.

Ministério não está nos planos de Omar

Confirmado no Gabinete de Transição do Governo Lula, no grupo temático de Segurança Pública, Omar Aziz também ressaltou não ter intenção de ser ministro, mas sim cumprir com a missão para qual foi eleito com mais de 760 mil votos no Amazonas. A atuação na transição no GT de Segurança se deve à vasta experiência como secretário de segurança e governador do Estado do Amazonas.

“Não estou atrás de ministério nenhum. Conversei com o presidente Lula na última quarta-feira (9) e não tratamos desse assunto, tratamos de outros temas, como a PEC (da Transição), que é um compromisso dele para achar uma solução da continuidade do pagamento dos beneficiários do Bolsa Família. Imagine no ano que vem, que não tem campanha eleitoral, se nós vamos deixar milhões de brasileiros passando necessidades. Até que o Brasil volte a recuperar sua economia, volte a gerar empregos, é necessário manter essa ajuda que é dada pelo Bolsa Família”, garantiu o senador.

O parlamentar afirma ser preciso fazer uma reformulação grande na pasta que trata de segurança, que hoje sofre com o contingenciamento do seu orçamento. “Conheço bem o assunto e sei o que é preciso para termos uma política de estado, não de governo. Hoje se gasta mais dinheiro com presídio do que com a prevenção às drogas e com alunos na escola”, criticou.

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Redação
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