Instituição Arte Sem Fronteiras volta a integrar núcleo coreográfico do Boi Caprichoso para o Festival Folclórico de Parintins 2024

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Depois de cinco anos, a Instituição Cultural Arte Sem Fronteiras (ASF) volta a integrar o núcleo coreográfico do boi-bumbá Caprichoso nas apresentações do Festival Folclórico de Parintins 2024, que acontece nos dias 28, 29 e 30 de junho. Com passagens em 2018 e 2019 pelo boi da estrela, a equipe de dança amazonense vai atuar com as cores da agremiação azulada nas três noites do festival, que neste ano terá como tema “Cultura, o triunfo do povo”.

Será a quinta participação consecutiva do ‘Arte Sem Fronteiras’ na grande festa tupinambarana, a terceira pelo boi Caprichoso – nas últimas duas edições, a equipe atuou no Boi Garantido. De acordo com o coreógrafo e fundador da companhia, Wilson Júnior, o retorno ao Touro Negro foi um convite feito pelo presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, durante um evento cultural em Salvador, na Bahia, em 2023.

“O convite para integrar o elenco do Caprichoso surgiu na Expo Carnaval Brazil, que foi realizado em Salvador, onde o boi foi representar o estado do Amazonas neste grande evento. Lá, eu encontrei o presidente do Conselho de Arte, Ericky Nakanome e conheci o Rossy, ele fez o convite ainda em Salvador. Conversamos, fizemos as tratativas e acabei aceitando a proposta, agora a expectativa é grande para poder participar e compor este elenco potente e cheio de estrelas”, conta Wilson.

Para o coreógrafo, a presença constante do Arte Sem Fronteiras no festival reforça a importância das suas contribuições artísticas dentro do processo cultural amazonense, além da sua representatividade em prol das minorias.

“A atuação do Arte Sem Fronteiras é extremamente importante porque ele representa e dialoga diretamente com as minorias, ele está inserindo neste processo e do discurso decolonial que o boi vem desenvolvendo nos últimos anos. Ele é uma força dentro das militâncias do universo LGBTQIAPN+, do movimento negro e do movimento indígena, e que tem como essência a cultura popular com muito compromisso e verdade”, destaca o criador do ASF.

Sobre o Arte Sem Fronteiras

 

Fundado em 25 de março de 2008, a Instituição Cultural Arte Sem Fronteiras iniciou a sua trajetória como projeto social, oferecendo aulas de jazz, balé, dança contemporânea, danças populares e técnicas de dança, além de revelar grandes talentos culturais. O objetivo inicial era incentivar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social por meio de atividades artísticas, mas devido ao sucesso, logo se estendeu para todos os públicos, inclusive Pessoas com Deficiência (PCDs).

Sob a orientação do professor, coreógrafo e fundador do ASF, Wilson Tavares Júnior, a instituição já participou de grandes eventos nacionais como o Festival de Dança do Amazonas, Festival Folclórico de Parintins e o Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina. Também coleciona atuações fora do país como o Toronto Brazilfest, no Canadá, em 2019 e 2020 e o Festival Cultural do Brasil na Áustria, no ano de 2021.

Além disso, a Instituição Cultural Arte Sem Fronteiras produziu grandes performances e espetáculos como ‘Via Nordeste’, ‘Ashaninka – A Última Fronteira’ e ‘Sertão Mulher’, bem como dividiu palcos com artistas renomados da música amazonense como Márcia Siqueira, James Rios e os saudosos Klinger Araújo e Zezinho Corrêa.

Atualmente, a sede da Instituição Cultural Arte Sem Fronteiras fica localizada na Vila Betel, localizada na rua Major Gabriel, nº 552, no Centro de Manaus.

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Redação
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