‘Festival Literário da Amazônia Periférica’ (FLAP) celebra potência da literatura marginal e das vozes periféricas em Manaus nesta sexta-feira

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Evento gratuito no bairro Santa Etelvina oferece oficinas, rodas de conversa, batalhas poéticas e premiações em mais de 10 horas de imersão literária na Zona Norte dia 15/05

Manaus- A casa de Teatro Tauá Caá, localizado na rua Santa Eliana, número 19, Bairro Santa Etelvina, zona norte de Manaus, recebe Dia 15 de maio (Sexta-Feira), de 08:00 às 18:00, a primeira edição do Festival Literário da Amazônia Periférica (FLAP).

O projeto de realização do ALLEGRIAH GRUPO DE ARTE E CULTURA (AGAC), sob coordenação da artista e escritora, Jackeline Monteiro, criadora do Movimento Literário Aglomeração Poética – MLAP, nasce do desejo de realizar um Festival que celebra a literatura marginal.

“A Literatura Marginal surge como um movimento de voz, resistência e existência. Ela rompe com a ideia de que apenas determinados corpos, espaços ou linguagens podem produzir literatura. É uma escrita que nasce da experiência vivida, das urgências do cotidiano, das memórias coletivas e dos modos de sobreviver e inventar vida nas periferias. É nas margens que encontramos as periferias urbanas, os interiores, os territórios ribeirinhos, os becos, os barrancos e tantas outras geografias amazônicas atravessadas por potências poéticas.” Ressalta a coordenadora do projeto, também escritora e pesquisadora Jackeline Monteiro.” criadora do movimento Aglomeração Poética.

O festival surge como um farol para a produção literária que brota das margens. Mais do que um evento de leitura, o FLAP se propõe a ser uma ponte entre as beiras e o centro da cena cultural.

O encontro com o espaço Tauá Caá
A Casa Teatro Tauá Caá está localizada em uma área descentralizada da cidade de Manaus, dialogando diretamente com a proposta do festival de valorizar produções culturais periféricas e amazônidas. O espaço recebe artistas de diferentes linguagens e segmentos, sempre mantendo um forte vínculo com a cultura popular, os saberes comunitários e as vozes das periferias. Esses princípios atravessam também as ações desenvolvidas pelo Allegriah, tornando essa parceria um encontro natural de valores, afetos e práticas culturais, que culminaram na escolha do espaço para sediar a primeira edição do FLAP.

O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, via Conselho Municipal de Cultura de Manaus.

Programação
Com foco na inclusão e na representatividade, o festival reunirá 12 poetas de diferentes regiões da cidade de Manaus para a Batalha Poética – FLAP, dividido em duas categorias: 1) Prêmio Rebentação de Versos: com as principais características do Slam, poesia falada, experimentação livre e mistura linguagens. 2) Prêmio Raiz de Palavra: poesia com estrutura mais formal ou clássica ritmo, métrica, estética escrita, a exemplo de soneto, poesia lírica, formas tradicionais, leitura mais textual e afins. Na batalha haverá a colocação de 1º, 2º e 3º lugar, com curadoria específica de cada categoria.

Além das batalhas, três oficinas formativas também integram a programação do evento: Oficina “Rascunhos de Barrancos: Inventivências da Margem”, sob mediação do doutorando e artista das palavras, Guilherme Araújo, essa oficina busca experimentar as formas de existências que partem dos moldes não tradicional da literatura, é um convite a “inventivências”, ou seja, inventar uma experiência outra de sua realidade. Oficina “Palavra Encarnada: da escrita ao corpo, mediada pelo artista da cena, cantor e poeta, Deihvisom Caelum, a oficina é um convite a busca de um corpo poético, onde as palavras ganham vida na cena, nas encantações amazônidas, da vida em movimento e “Riscando Vozes: criação e presença na poesia marginal, sob mediação de Will Dero, artista de grande representação do Slammer, poeta, produtor cultural, a oficina convida os participantes a mergulharem no universos da poesia marginal, a dar vida aos pensamentos, aos sentimentos através da palavra.

No decorrer da programação haverá sorteios de livros e brindes

Além das batalhas, o FLAP também contará com duas rodas de conversas: “Entre Vielas e Igarapés: inventidades que escrevem”, sob mediação da artista e professora Adriana Cris, com três convidados: Will Dero, Maria Eduarda e Jackeline Monteiro e “Nome, Voz e Barranco: Quem escreve das beiras?”, sob mediação da coordenadora do curso de Letras da UEA, poeta e artista, professora Evany Nascimento, com três convidados: Grace Cordeiro, Franciná Lira, Iran Lamego.

A poesia marginal, por sua natureza contestatória e suas raízes nas vivências das periferias, serve como um potente veículo de expressão e resistência. Em Manaus, a diversidade cultural e social é vasta, e é fundamental ser ponte e farol para poetas que refletem essa realidade.

O FLAP busca não apenas promover a poesia, mas também fortalecer a identidade cultural local e incentivar a participação ativa da comunidade em atividades literárias.

O “Festival Literário da Amazônia Periférica” é um espaço fundamental para a expressão e a valorização da poesia marginal em Manaus, promovendo a inclusão e o fortalecimento da identidade cultural.

“Quando falamos de poesia dentro desse movimento, não nos referimos apenas ao poema escrito. A poesia também está presente no slam, na oralidade, na música, no corpo em cena, nas narrativas populares, na performance e em todas as manifestações artísticas que emergem desses territórios. São artistas que inventam modos de existência e vida por meio da arte, transformando suas vivências em linguagem, denúncia, encontro e encantamento.O FLAP nasce justamente desse desejo de criar um espaço onde essas vozes amazônidas, periféricas e marginalizadas possam ecoar, ocupar e celebrar suas próprias narrativas.” Declara a coordenadora, Jackeline Monteiro.

Apoio
Essa ação cultural é apoiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, ´por meio do EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 009/2024 – SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE FESTIVAIS CULTURAIS NAS ÁREAS PERIFÉRICAS, RIBEIRINHAS E POVOS TRADICIONAIS DA CIDADE DE
MANAUS, Conselho Municipal de Cultura/ Manauscult.

Coletivo Allegriah
O Allegriah é um coletivo de artes integradas que atua de forma independente há mais de 10 anos, na cidade de Manaus, atuando em interiores do Amazonas com apresentações artísticas, ações formativas, eventos, com acesso para todos os públicos e todas as idades, com parcerias com outros coletivos de artes, universidade, associações, escolas, entre outros.

SERVIÇO
O QUE: FLAP – Festival Literário da Amazônia Periférica.
ONDE: Casa Teatro Tauá Caá (Rua Santa Eliana, número 19, Bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus.
QUANDO: 15 de maio (Sexta-Feira) de 08:00 às 18:00
ENTRADA: Gratuita e aberta ao público.
MAIS INFORMAÇÕES: Instagram @allegriahoficial
IMPRENSA: (92) 98258-9133- Wanessa Leal

NOTAS PARA O EDITOR (Apoio à Pauta):
Personagens para Entrevista: Jackeline Monteiro (Coordenação), Guilherme Araújo (Pesquisador/Oficineiro), Deihvisom Caelum (ator, cantor e poeta) e Will Dero (slammer e mediador).
Gancho: O festival é um dos primeiros em Manaus a categorizar especificamente a poesia marginal em vertentes “Rebentação” (Slam) e “Raiz” (Clássica), validando ambas como potências literárias.

PROGRAMAÇÃo DETALHADA DO FLAP

MANHÃ (08h30 – 11h30)
Nascente de Vozes

08h – 08h45 | Acolhimento e credenciamento
08h45 – 09h15 | Abertura poética
Apresentação inicial (fala de agradecimento + poema-manifesto do FLAP) Apresentação: Jackeline Monteiro

Leitura do Manifesto Poético FLAP Apresentação artística – Magno Fresil

09h20 – 11h00 | Oficina 1
Oficina “Rascunhos de Barrancos: Inventivências da Margem” Horário: 9h15 – 11h
Oficineiro: Guilherme Araújo

09h30 – 11h00 | Oficina 2
Oficina “Palavra Encarnada: da escrita ao corpo”
Horário: 9h30 – 11h
Oficineiro: Deihvisom Caelum

11h – 11h30 Mostra coletiva do que se criou nas oficinas (quem quiser e o que houver, falas, depoimentos), entrega dos certificados e Encerramento período da manhã.

TARDE (13h – 18h00)

13h – 14h30 | Oficina 3
Oficina “Riscando Vozes: criação e presença na poesia marginal” Oficineiro: Will Dero
Horário: 13h – 14h30

14h30 – 15h30 | Roda de conversa 1
Roda de Conversa “Entre Vielas e Igarapés: inventidades que escrevem” Hora: 14h30 – 15h30
Mediação: Adriana Cris
Convidados: Will Dero, Maria Eduarda e Jackeline Monteiro (talvez Márcia)

Sorteio

15h30 – 16h30 | Roda de conversa 2
Roda de Conversa “Nome, Voz e Barranco: Quem escreve das beiras?” Hora: 15h30 – 16h30
Mediação: Evany Nascimento
Convidados: Grace Cordeiro, Franciná Lira, Iran Lamego

Sorteio

BATALHA POÉTICA FLAP – A PARTIR DAS 16H30
16h30 – 17h15 | Prêmio Rebentação de Versos

– Poesia que não pede licença, ocupa!

Apresentador: Will Dero
17h15 – 17h45 | Prêmio Raiz de Palavra

– Poesia que aprofunda, finca raiz!
Apresentadora: Ella Blacky

NOITE (18:00)

ENCERRAMENTO
“A margem não termina aqui, ela continua em quem escutou.”

18h00 | PREMIAÇÃO

Palavra final + agradecimentos equipe FLAP

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Redação
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