Estratégia de prevenção de emergência ao HIV começa a ser ofertada pela Prefeitura de Manaus

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Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), iniciou nesta segunda-feira, 3/7, a oferta do serviço de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP) em três estabelecimentos municipais de saúde da rede de atenção básica: Unidade de Saúde da Família (USFs) Ajuricaba, zona Oeste; Carmen Nicolau, na zona Norte e Dr. Luiz Montenegro, localizada na zona Sul. A oferta dos serviços pela Semsa será direcionada especificamente para os casos de exposição sexual consentida.

A PEP é uma estratégia de prevenção de emergência baseada no uso de dois medicamentos antiretrovirais em até 72 horas após a exposição ao vírus HIV, e que deve ser mantido durante 28 dias, de forma ininterrupta.

A técnica responsável pelas Ações de Controle de HIV/Aids da Semsa, Rita de Cássia Castro, esteve na USF Ajuricaba, no bairro Alvorada, zona Oeste da capital, e explicou que a oferta do serviço compõe a chamada mandala da prevenção combinada, que consiste na utilização de abordagens diferenciadas que considera as particularidades e o contexto dos grupos sociais.

“Com a oferta da PEP, nós fechamos a mandala da prevenção combinada oferecendo o serviço de Profilaxia Pós Exposição ao HIV, chamado PEP Sexual. Existem três formas de serviço: a PEP para acidentes biológicos, para violência sexual e para exposição sexual consentida. Então é neste terceiro que nós estaremos ofertando a partir de hoje nas unidades de saúde que já foram capacitadas e já receberam os medicamentos”, explicou.

Fluxo

As condições para o uso da PEP nos casos de relação sexual consentida podem ser compreendidas como aquelas em que o preservativo é rompido ou quando há escape do dispositivo, dentre outras situações que envolvem exposição ao vírus.

Rita de Cássia explica que para receber os medicamentos o usuário precisa passar por uma avaliação inicial, que deve ser feita por um enfermeiro ou pelo médico da unidade de saúde.

“O ponto inicial do atendimento começa pelo teste rápido pAra verificar se a pessoa tem ou não infecção pelo HIV. Caso não esteja infectada pelo HIV, então todo o serviço de profilaxia e o acompanhamento dessa pessoa tem início e segue por um período que pode durar até seis meses pela equipe da unidade de saúde em que ela foi recebida”, acrescenta.

A enfermeira reitera que evidências científicas têm mostrado que a estratégia representa em termos percentuais mais de 90% de possibilidade de evitar a infecção quando a medicação é tomada diariamente como é preconizado.

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Texto – Tânia Brandão / Semsa

Fotos – Graziela Praia / Semsa

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Redação
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