Coordenada pela Fundação Alfredo da Matta, força-tarefa de combate à hanseníase inicia atividades em Lábrea

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Coordenada pela Fundação Alfredo da Matta (Fuam), a força-tarefa do projeto Ação para Eliminação da Hanseníase (Apeli), iniciou, na manhã da segunda-feira (23/08), as atividades no município de Lábrea (a 702 quilômetros de Manaus). Serão três semanas de atuação na localidade, na segunda força-tarefa executada pela Fuam no segundo semestre de 2021.

Localizado na calha do Rio Purus, o município de Lábrea recebe cerca de 30 profissionais da Fuam para intensificação das ações de combate à hanseníase, dando prosseguimento ao projeto Apeli, que tem como objetivo reduzir a carga da doença no Amazonas.

Capacitação – A força-tarefa Apeli iniciou, na manhã da segunda-feira, com a capacitação em hanseníase para profissionais de saúde de Lábrea. A atividade faz parte do conjunto de ações do Apeli, proporcionando aos profissionais de saúde local ferramentas para dar continuidade ao monitoramento da hanseníase, mesmo com a saída dos profissionais da Fuam.

Com o término da força-tarefa, o município assume as atividades previstas, cabendo à Fuam a supervisão das atividades.

Busca ativa de casos – A partir desta terça-feira (24/08), a programação inclui busca ativa de casos suspeitos de hanseníase na rede municipal de ensino e em comunidades rurais, inclusive comunidades indígenas. Comunicantes de pacientes de hanseníase também receberão visita de técnicos para exames de pele, já que o monitoramento dos contatos é uma estratégia de vigilância para a doença.

Todas as localidades nas quais foram identificados casos de hanseníase nos últimos cinco anos receberão a visita dos técnicos, atividade realizada em conjunto com profissionais de saúde do município. A ação conjunta das equipes, em campo, é também um complemento aos conhecimentos compartilhados durante as capacitações, já que podem ser vistos na prática.

Além de Lábrea, mais dois municípios estão previstos para receber o Projeto Apeli ainda neste ano de 2021: Novo Aripuanã (em outubro) e São Gabriel da Cachoeira (em novembro).

FOTOS: Julcemar Alves

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