Brena Dianná apresenta projeto de geração de emprego em comunidades rurais e ribeirinhas no Amazonas

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Inspirada na própria trajetória, deputada incentiva a busca pela cultura como ferramenta permanente de desenvolvimento social e econômico para crianças, jovens e famílias

A cultura que mudou a vida de uma menina do interior do Amazonas agora pode abrir novos caminhos para milhares de crianças e jovens em comunidades rurais e ribeirinhas do estado. Foi com esse propósito que a deputada estadual Brena Dianná (UB) apresentou, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa a indicação de um projeto de lei para criar o programa “Cultura que Transforma”.

A proposta, que será encaminhada ao Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, prevê a realização de ações culturais permanentes em comunidades rurais e ribeirinhas, fortalecendo o acesso à arte, a valorização dos talentos locais e a geração de oportunidades por meio da economia criativa.

Em pronunciamento, Brena destacou que a iniciativa nasce da própria experiência de vida. Natural de Parintins e oriunda de família humilde do interior, a parlamentar afirmou que a cultura foi decisiva para sua formação pessoal e profissional.

“Eu sou prova viva de que a cultura transforma realidades. Foi por meio do Festival Folclórico de Parintins que muitas portas se abriram na minha vida. A cultura me permitiu sonhar, estudar, trabalhar e construir uma trajetória que me trouxe até aqui. Hoje sou advogada, mãe, esposa e deputada estadual. Por isso, acredito que milhares de outras crianças e jovens também merecem ter essa oportunidade”, declarou.

Segundo a deputada, a proposta vai além da valorização cultural. O objetivo é criar condições para que a arte também seja instrumento de geração de renda, inclusão social e fortalecimento da economia local.

“Cultura não é gasto. Cultura é investimento. É emprego, turismo, empreendedorismo e desenvolvimento humano. Quando investimos em cultura, estamos investindo em pessoas e em oportunidades”, ressaltou.

Como vai funcionar

O programa prevê a realização permanente de oficinas de música, dança, teatro, artesanato, literatura, pintura, artes visuais, audiovisual e produção cultural.

A proposta também contempla o apoio a grupos folclóricos, festividades comunitárias, mestres da cultura popular e projetos de preservação da memória e da identidade cultural das comunidades.

Cultura como fonte de renda

A iniciativa surge diante da realidade enfrentada por centenas de comunidades rurais espalhadas pelo Amazonas.

Somente em municípios como Parintins, existem quase 200 comunidades onde a cultura e o artesanato representam importantes fontes de renda para muitas famílias.

Investir em novos talentos

Além do fortalecimento das manifestações culturais já existentes, o projeto pretende ampliar a qualificação de crianças e jovens, criando oportunidades para que novos talentos possam desenvolver habilidades artísticas e profissionais sem precisar deixar suas comunidades.

Experiências semelhantes desenvolvidas em diversas regiões do país demonstram o potencial transformador da cultura. Projetos de formação artística têm contribuído para reduzir a evasão escolar, fortalecer vínculos comunitários, afastar jovens da violência e ampliar as perspectivas de inserção no mercado de trabalho.
Muitos participantes dessas iniciativas tornam-se profissionais da área cultural, empreendedores criativos, educadores ou agentes de transformação social em suas próprias comunidades.

Veja lista de ações previstas:

* Oficinas permanentes de música, dança, teatro, artes visuais, literatura e audiovisual;
* Capacitação em produção cultural e economia criativa;
* Cadastro estadual e incentivo à circulação de artistas comunitários;
* Apoio técnico e institucional a grupos folclóricos e culturais;
* Incentivo às festividades tradicionais das comunidades;
* Projetos de memória, patrimônio cultural e história oral;
* Parcerias com municípios, iniciativa privada e mecanismos de incentivo à cultura.

Financiamento do programa

A proposta também prevê a utilização de diferentes fontes de financiamento, incluindo recursos estaduais, emendas parlamentares, fundos culturais e leis de incentivo, permitindo que o programa seja executado de forma contínua e permanente.

Para Brena Dianná, investir na cultura do interior significa investir diretamente no futuro do Amazonas. “Quem conhece a realidade das comunidades rurais sabe das dificuldades enfrentadas diariamente. Muitas vezes falta acesso às oportunidades mais básicas. A cultura pode ser uma ponte para transformar essa realidade, gerar renda, fortalecer a autoestima das pessoas e construir novos horizontes para as próximas gerações”, concluiu.

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Redação
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