ADUA participará de atos contra bloqueio no orçamento das instituições de federais de ensino

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“Educação não é mercadoria!” será a mensagem ecoada pelas entidades que atuam em defesa da Educação nas mobilizações contra o corte no orçamento das Instituições Federais de Ensino (Ifes), que irão ocorrer no país, na quinta-feira (9). A ADUA somará forças à manifestação marcada para às 9h30, em frente ao Instituto Federal Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), no Centro de Manaus, e às 13h, na Praça Eduardo Ribeiro, em Parintins (AM).

A mobilização nacional é uma reação ao bloqueio do governo federal de R$ 3,23 bilhões no orçamento do Ministério da Educação (MEC), anunciado no dia 27 de maio e que atinge diretamente as Universidades, Institutos Federais e Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). Após reação das intuições de ensino e de entidades como o ANDES-SN, Fasubra, Fonasafe, Sinafese, Conif e Andifes, o governo reduziu o corte, na sexta-feira (3), mas docentes e estudantes de todo o Brasil mantêm a mobilização em reivindicação à restituição integral do orçamento.

“Quando foi feito o planejamento orçamentário para o Congresso, esse planejamento foi para que tivéssemos um funcionamento mínimo nos institutos federais e universidades públicas, então qualquer corte vai influenciar no bom funcionamento do ensino das instituições federais. A gente vem desde 2016, todo ano sofrendo corte orçamentário, e agora chegamos no limite, não dá para aceitar mais nenhum corte no orçamento da educação pública”, explica o Coordenador Geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) no Amazonas e docente do IFAM/Zona Leste), José Eurico Ramos.

No Amazonas, o corte compromete o funcionamento da UFAM e do IFAM, uma vez que a verba serve para a manutenção de assistência estudantil, obras e pagamento de serviços como água e energia elétrica. O bloqueio orçamentário altera também a oferta gratuita da alimentação aos e às discentes.  “Hoje atendemos apenas os alunos da forma integrada. Não temos como atender hoje os alunos do subsequente e os alunos do Superior (…), então os cortes desses esses recursos impede a instituição de ampliar o atendimento estudantil no que se refere à alimentação”, explicou José Eurico Ramos.

A presidente da ADUA, professora Ana Lúcia Gomes, pontua que a área da Educação tem sido severamente atacada pelo governo federal, com sucessivos ministros descomprometidos e acusados de mau uso do dinheiro público, resultando na precarização e desmonte das instituições.  “Aos desmandos do azar, a educação brasileira vai sendo puxada para trás. Temas que acreditávamos estar superados estão sendo derrubados por uma lógica do atraso. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar no Brasil, algo absurdamente impensável na atualidade. Outro duro golpe, um estrangulamento orçamentário, o qual terá repercussão a curto, médio e longo prazo nas Instituições de Ensino Superior. Portanto, é mais que chegada a hora a população acordar e reagir contra estes desmandos”, enfatiza.

Em nota pública publicada no dia 31 de maio, a ADUA afirma que “não há cidadania sem acesso à educação pública”, convocando todos e todas para a defesa das conquistas das gerações que antecederam na luta para garantir o futuro às gerações que estão por vir. Neste sentido, a Seção Sindical se une às demais seções sindicais do ANDES-Sindicato Nacional na realização de mais um ato em repúdio aos ataques do governo federal à Educação.

“A ADUA convida a todas e todos para se juntar às mobilizações das Universidades, Institutos Federais e Cefets. Quem conhece as universidades públicas sabe da sua importância, portanto venha lutar e defender o ensino público”, convoca Ana Lúcia.

Fonte: ADUA

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