“A política só tem porta de entrada”, diz Serafim ao falar sobre 20ª disputa eleitoral

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Em entrevista ao O Povo na TV da TV Norte, atual vice-governador e candidato à reeleição também falou sobre investimentos, geração de energia e saúde no Amazonas

“A política só tem porta de entrada”. Foi assim que o vice-governador do Amazonas e candidato à reeleição, Serafim Corrêa, respondeu ao ser questionado sobre a decisão de permanecer na vida política e voltar a disputar o voto dos amazonenses em 2026, após não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa do Amazonas em 2022. A declaração foi dada durante entrevista ao O Povo na TV, NC nas Eleições 2026, da TV Norte SBT Amazonas.

“É porque a política só tem porta de entrada. Quem nos ensina isso é o ex-presidente José Sarney. Só tem porta de entrada. Você busca a porta de saída e não tem. Então, nós fazemos política de manhã, de tarde, de noite, sempre. Ainda que não tenhamos mandato, ainda que estejamos afastados das lides políticas, você está fazendo política. Até quando você nega a política, você está fazendo política”, afirmou.

Serafim lembrou que disputou sua primeira eleição em 1986 e que a eleição deste ano será, segundo ele, a 20ª de sua trajetória. Ao longo da vida pública, já exerceu mandatos como vereador, prefeito de Manaus e deputado estadual e, atualmente, é vice-governador do Amazonas ao lado do governador Roberto Cidade.

“E eu faço política há muitos anos. 1986 foi a minha primeira eleição. Essa próxima eleição é a vigésima eleição que eu disputo. Vitórias, derrotas, mas tudo bem. Vida que segue. É isso”, disse.

“O Amazonas saiu da condição de importador de energia para exportador”

Ao ser questionado sobre o que precisa ser feito para gerar mais emprego, renda e oportunidades no Amazonas, Serafim apontou novos investimentos como uma das principais respostas e citou os projetos aprovados pelo Estado.

“Novos investimentos. E, nesse campo aí, eu devo dizer que avançamos muito nos últimos tempos. Para que se tenha uma ideia, no ano passado o Estado aprovou 320 projetos com novas empresas, com novos empreendimentos”, afirmou.

O vice-governador também destacou as perspectivas de desenvolvimento no interior com os investimentos para exploração de gás e geração de energia em Silves e Itapiranga, associados ao Linhão de Tucuruí.

“No interior do Estado nós temos perspectivas muito boas e eu cito a principal delas, que é o investimento da Eneva para extrair gás, produzir energia e jogar no Linhão de Tucuruí. Isso aí decorre, primeiro, de uma obra estruturante, que é o Linhão de Tucuruí, que sai de Tucuruí, vai a Macapá, vem até Manaus e, de Manaus, a Boa Vista”, explicou.

Segundo Serafim, esse cenário provocou uma mudança importante na posição do Amazonas na geração de energia.

“Isso fez com que o Amazonas saísse da condição de importador de energia para exportador de energia. Estamos podendo exportar quase 300 megas de energia. Isso é um dado muito importante”, destacou.

“A culpa e a responsabilidade são de todos”

Na saúde, Serafim defendeu maior integração entre União, Estado e municípios. Segundo ele, os problemas enfrentados no Amazonas não podem ser atribuídos isoladamente a uma única esfera de governo.

“A saúde do Amazonas tem problemas há muito tempo, e esses problemas decorrem, a meu ver, que essa é a minha avaliação, da falta de entendimento nas três esferas de poder: no município, no Estado e na União”, avaliou.

Ao explicar sua posição, o vice-governador lembrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) pressupõe a integração entre os diferentes níveis de governo e defendeu responsabilidade compartilhada na busca por soluções.

“Um joga a culpa no outro. Um atribui ao outro a responsabilidade, e não é assim. A culpa e a responsabilidade são de todos, e todos têm que contribuir para a solução”, declarou.
Como exemplo, Serafim citou o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e defendeu maior participação da unidade federal no atendimento à população.

“Manaus tem o melhor hospital público do Estado. É o Hospital Universitário Getúlio Vargas. Ele é federal, ele é da Ebserh, mas ele é subutilizado. Se esse hospital fosse utilizado, ele resolveria grande parte dos problemas da atenção básica e da medicina especializada”, disse.

Serafim também defendeu que as críticas aos problemas da saúde sejam acompanhadas da apresentação de alternativas.
“Só criticar, só jogar pedra, não vai resolver nada”, afirmou.

Ao falar do compromisso com avanços na área, Serafim fez questão de destacar o governador Roberto Cidade, com quem atualmente administra o Estado e disputa a reeleição.

“Tanto eu quanto o secretário Luiz Saraiva, mas principalmente o governador Roberto Cidade, que é um jovem, determinado, corajoso, decidido, temos o compromisso de legar uma saúde melhor do que nós temos quando chegar ao fim do nosso mandato, que esperamos conquistar nas urnas no próximo dia 4 de outubro”, afirmou.

“Essa foi uma solução cabocla”

Outro tema abordado durante a entrevista foi a estratégia adotada para enfrentar os impactos da estiagem sobre o abastecimento do Amazonas. Serafim lembrou a utilização de dois portos provisórios e temporários em Itacoatiara durante a seca de 2024 e classificou a alternativa como uma “solução cabocla”.

“Essa foi uma solução cabocla. Foi a iniciativa de um caboclo, que nos procurou e disse: ‘Olha, o caminho para nós não sofrermos a crise que sofremos em 2023 é termos dois portos provisórios e temporários em Itacoatiara’. Isso foi feito em 2024 e nós não sofremos desabastecimento”, relatou.

Segundo Serafim, a operação foi realizada pela iniciativa privada, sem custos para os cofres públicos, e a alternativa está pronta para ser novamente utilizada caso seja necessária diante de uma estiagem mais forte.

“E devo dizer que esse deslocamento não custou nada para os cofres públicos, foi a iniciativa privada quem fez tudo isso”, disse.

O vice-governador agradeceu ao Porto Chibatão e ao Super Terminais, aos dirigentes das empresas e, principalmente, aos trabalhadores envolvidos na operação.

“Eu quero agradecer de público a essas duas empresas, seus diretores, mas principalmente os seus trabalhadores, que tão bem nos tiraram da crise”, concluiu.

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Redação
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