Serafim defende diálogo e qualificação profissional para fortalecer construção civil no Amazonas

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Candidato a vice-governador destacou necessidade de integração entre poder público, setor produtivo e instituições de ensino para enfrentar gargalos de mão de obra e ampliar oportunidades

O candidato à reeleição como vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, participou de encontro promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) e pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), reunindo representantes do setor para discutir propostas relacionadas à habitação, infraestrutura, logística, licenciamento e qualificação profissional.

Durante o encontro, as entidades apresentaram demandas consideradas estratégicas para o desenvolvimento da construção civil e do mercado imobiliário. Entre elas estão a ampliação da política habitacional, medidas para redução dos custos da construção, planejamento urbano integrado, melhorias na logística e maior previsibilidade nos processos de licenciamento ambiental.

Ao responder ao presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, sobre a falta de mão de obra qualificada, Serafim destacou a importância de ampliar a formação profissional já desenvolvida pelo Estado, aproximando ainda mais a oferta de cursos das demandas apresentadas pelos setores produtivos.

“O Governo do Estado tem o Cetam, que tem um papel importante na qualificação profissional. Temos uma demanda crescente por profissionais em várias áreas. O polo naval, por exemplo, está aquecido e precisa de soldadores. É uma oportunidade de direcionarmos cada vez mais a formação para essas necessidades”, afirmou Serafim.

O candidato também apontou a possibilidade de ampliar a articulação com instituições do Sistema S e com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Para Serafim, a integração entre Estado, empresas e instituições de ensino pode contribuir para formar profissionais de acordo com as novas oportunidades geradas pela economia amazonense

Outro ponto abordado foi a necessidade de planejamento para novas áreas destinadas à expansão das atividades produtivas. Para ele, parte desses desafios depende de uma relação mais integrada entre os diferentes níveis do poder público.

“Tem que haver conversa entre o Governo do Estado e as prefeituras. Quando não há diálogo, quando não há conversa, termina complicando. Precisamos ficar de frente uns para os outros, porque ninguém consegue conversar de costas”, destacou.

Serafim defendeu que esse diálogo permanente também envolva o setor produtivo e a academia, permitindo que políticas públicas, formação profissional e investimentos privados caminhem de forma coordenada.

As propostas apresentadas pela Ademi-AM incluem ainda a criação de uma Companhia Estadual de Habitação de Interesse Social, ampliação do programa habitacional estadual e mecanismos para utilização de terrenos públicos na produção de moradias, além da criação de um Balcão Único Digital para integrar órgãos responsáveis pela análise e aprovação de projetos.

O presidente da Ademi-AM, Henrique Medina, destacou que a política habitacional está entre as prioridades apresentadas aos candidatos e defendeu que as iniciativas voltadas ao acesso à moradia tenham continuidade independentemente das mudanças de governo.

“A política habitacional e a ampliação do acesso à moradia são fundamentais para dar dignidade à nossa população. A ideia é que isso seja uma política de Estado, e não apenas uma política de governo”, afirmou Medina.

Já o presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, chamou atenção para a escassez de mão de obra, apontando que a dificuldade de encontrar profissionais qualificados não se restringe à construção civil, mas alcança outros segmentos da economia. Ele também defendeu maior diálogo entre os poderes públicos e o setor produtivo para enfrentar os gargalos que dificultam novos investimentos.

O encontro integra uma série de debates promovidos pelo Sinduscon-AM e pela Ademi-AM com candidatos nas eleições de 2026, com o objetivo de apresentar os principais desafios da construção civil e do mercado imobiliário amazonense e discutir possíveis soluções para o setor.

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Redação
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