PRONUNCIAMENTO – PROGRAMA DE OLHO NA CIDADE

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Hoje eu quero falar não apenas como jornalista, mas como cidadão, pai de família e homem público.
O direito de resposta concedido ao deputado federal Amom Mandel foi integralmente cumprido por nossa equipe, porque eu respeito as decisões do Poder Judiciário e sempre respeitarei as instituições da República. Esse é um princípio do Estado Democrático de Direito.
Mas tão importante quanto o direito de resposta é o direito de esclarecer à sociedade a verdadeira intenção da minha fala.
Quero afirmar, olhando nos olhos de cada ouvinte, que jamais discriminei ou tive a intenção de discriminar qualquer pessoa por sua condição de saúde, deficiência ou pelo Transtorno do Espectro Autista.
Quem conhece a minha história sabe exatamente quem eu sou.
Ao longo de mais de duas décadas de jornalismo e de vida pública, construí uma trajetória baseada no respeito às pessoas, na defesa dos mais humildes e na prestação de serviço à sociedade. Participei de inúmeras ações sociais, fui um dos idealizadores do projeto Heróis nos Hospitais, levando esperança e brinquedos às crianças internadas nos hospitais infantis de Manaus. Convivo diariamente com pessoas autistas dentro da minha própria família. Tenho um sobrinho e uma sobrinha autistas, pelos quais tenho um amor imensurável. Seria incompatível com tudo aquilo que vivi e construí praticar qualquer forma de preconceito.
Eu pergunto à sociedade: faz sentido acreditar que um homem que dedicou a vida ao jornalismo, ao trabalho social e ao respeito ao próximo resolveria, de uma hora para outra, manchar toda a sua história praticando discriminação?
Faz sentido acreditar que alguém agraciado com a Medalha de Ouro Cidade de Manaus, com o Mérito Legislativo, homenageado pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal, pela Câmara Municipal de Manaus, reconhecido pelos próprios colegas da imprensa, membro de duas Academias de Letras, vencedor de prêmios internacionais, do Prêmio Qualidade Brasil e de milhares de certificados de reconhecimento público, colocaria tudo isso em risco para atacar uma pessoa por sua condição?
Quem me conhece sabe que essa não é a minha história.
Na minha compreensão, houve uma interpretação da minha fala diferente daquilo que efetivamente procurei transmitir. Em nenhum momento defendi que uma pessoa não pudesse exercer cargo público por ser autista ou por possuir qualquer deficiência. Essa nunca foi a minha posição e jamais será.
Respeito profundamente todas as pessoas com deficiência, todos os autistas e todas as famílias que convivem diariamente com essa realidade. O respeito à dignidade humana sempre foi um valor inegociável para mim.
Ao mesmo tempo, também quero deixar uma reflexão.
A liberdade de imprensa é uma das maiores garantias da democracia. O jornalista precisa responder pelos seus atos quando ultrapassa os limites da lei, mas também precisa ter assegurado o direito de se defender, de apresentar sua versão dos fatos e de preservar sua honra.
Por isso, utilizarei todos os instrumentos legais que a Constituição me garante para defender minha imagem, minha reputação e minha história. Não por vaidade, mas porque a honra construída ao longo de uma vida não pode ser abandonada diante de acusações que, na minha compreensão, não refletem aquilo que realmente foi dito.
Continuarei respeitando as decisões judiciais. Mas também continuarei exercendo, com serenidade e firmeza, o meu direito constitucional de defesa.
A verdade sempre foi a base do meu trabalho. E continuará sendo.
Muito obrigado. Marcelo Generoso
Jornalista e apresentador do programa De Olho na Cidade.

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Redação
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